lontra MG

03/06/2012 00:00

 

Lontra é um município brasileiro do estado de Minas Gerais. Sua população estimada em 2004 era de 8.350 habitantes.

O município de Lontra localiza-se no norte de Minas Gerais, pertencente à micro região de Montes Claros e está localizada na bacia Hidrográfica do Alto médio São Francisco. O município faz limite com Pedras de Maria da Cruz, Japonvar, Brasília de Minas, São João da Ponte, São Francisco e Varzelândia. Lontra tem uma população urbana estimada pelo IBGE no ano de 2010 de 8.401 habitantes, o município tem uma extensão territorial de 259 km2, tem uma temperatura média anual de 28,0ºc, está a 760 metros acima do nível do mar. O clima é predominantemente tropical com transição para o semi-árido. O município de Lontra localiza-se a margem direita do Rio São Francisco. Lontra iniciou-se seu processo de povoamento as margens da Lagoa do município por volta do ano de 1920. O local contém um manancial de águas pura e cristalina, tem sua história ligada aos tropeiros e boiadeiros que trafegavam em trilhas improvisadas, chamadas Estradas de Boi, com destino a Montes Claros, Januária e outras cidades circunvizinhas que serviam também de trilhas históricas dos personagens do Grande Sertão Veredas de Guimarães Rosa. Um pequeno animal que vivia nas proximidades da lagoa da região deu o nome ao município, atualmente está na lista de animais ameaçados de extinção devido à caça predatória ao longo do tempo. Este animal habitava na Lagoa do município e em córregos vizinhos. Os primeiros habitantes a se fixarem aqui, por coincidência histórica, eram todos parceiros de uma só geração e contemporâneos do futuro, por isso não mediram esforços para viabilizar a criação do povoado. Com o poder da fé, construíram uma Capela, que ficava localizada na atual Praça Januário Veloso, bem como uma escola, e um cemitério. Os primeiros moradores foram: Agostinho Manuel Gusmão, Zeferino Antunes, Dona Celestina, Dona Cândida, Valdemar Porcino, Manoel Capivara, Joaquim Elesbão, Januário Veloso, Vicente Rodrigues, Martinho Berto, Mario Gandra, Pedro Barrocão Jose Pereira de Souza, Venâncio Aquino, Luiz Porto, Marcionilio Dias, Maria Pinto, Veríssimo Antunes e Sebastião Taiada. Maioria homenageada com nomes de Ruas e Praças. Como as terras eram doadas para a Santa (patrimônio da igreja) as pessoas iam se instalando no povoado. Essas pessoas chegavam com esperança de uma vida nova, uma vida melhor. O terreno era doado, embora para se instalar corretamente o proprietário ou morador teria que registrar essas terras com o Bispo e posteriormente documentá-las no cartório. Com a emancipação de São João da Ponte em 27 de maio de 1930, Lontra passou a pertencer ao novo município e foi elevada a condição de Vila do Distrito de Santo Antônio da Boa Vista. Em 1953 Lontra foi elevada à condição de Distrito, por esse fator ficou fazendo parte de sua jurisdição o povoado de Umbuzeiro. Naquele tempo Lontra era um povoado do distrito de São João da Ponte, por isso todos os impostos eram pagos naquele município e o povo fazia esse percurso normalmente no lombo de animais ou a pé. Lontra elegeu como representantes na Câmara Municipal daquele município os seguintes nomes: Ildeu dos Reis Pinto PDS antiga Arena, (1983-1988); Isupério Ribeiro Mendes PMDB (1988-1992); Normindo dos Santos PMDB (1988-1992) e João Rodrigues Neto PMDB (1988-1992) . No dia 27 de Abril de 1992, ocorreu a emancipação política. Nos quatro primeiros meses, teve como Prefeito intendente o Professor Vandevaldo Pinheiro Vieira. E através de Eleições Diretas em Outubro de 1992, começa o processo de Representação Política do Executivo em nosso município. Neste período foi eleito o primeiro Prefeito, o Senhor Ildeu dos Reis Pinto (1993-1996), o segundo foi Evando Gonçalves (1997-2000), “neste período foi considerado o mais novo prefeito do Brasil eleito aos 23 anos de idade” ; o terceiro foi João Rodrigues Neto (2001-2004), o quarto e quinto, sendo então o atual Ildeu dos Reis Pinto com mandato (2005-2008) e (2009-2012). Atualmente Lontra conta com 18 comunidades: Barreirinho, Brejão, Buritizinho, Extrema, Flores, Gangorra, Lagoa, Novo Horizonte, Palmital, Poção, Roçadinho, Santo Antônio, São José, Sussuapara, Tabocas, Tauá, Vila União e Distrito de Umbuzeiro. A economia do município sempre foi baseada nas atividades agropecuárias e extrativistas. Após a emancipação política administrativa, o comércio e as prestações de serviços vêm se tornando principal atividade econômica. A estrutura fundiária de Lontra e caracterizada por pequenas e médias propriedades rurais, totalizando 95% e somente 5% possui status de propriedade grande. “Nas atividades agrícolas sobressai a agricultura de subsistência predominando as culturas de arroz, milho, feijão, mandioca, cana-de-açúcar, frutas e verduras de fácil adaptação climática local . No extrativismo o pequi é um produto de suma importância para economia local. A pecuária do município é destinada a produção leiteira, e conta com um rebanho de mais de 8.000 cabeças de bovinos, suínos e eqüinos. O leite é o principal produto que e é usado para fabricação artesanal de queijo e requeijões que são vendidos em várias regiões do Estado e principalmente em São Paulo. Quanto ao rebanho de corte, é pouco expressivo, seguindo a linha da agricultura de subsistência, apenas para o abastecimento local. Visando melhorias na região, várias instituições governamentais têm trabalhado a fim de prestar serviços de assistência técnica e planejamento monitoramento ambiental, projetos agrícolas financiamentos e saúde da população: EMATER, Empresa de Assistência técnica e Extensão Rural; ABELON, Associação Beneficente Evangélica de Lontra; BN Banco do Nordeste do Brasil; PDA Lontra/Visão Mundial e PROSAMA, Programa Social Amor em Ação; FUNASA, Fundação Nacional de Saúde; Os Conselhos Municipais de: Desenvolvimento Rural, de Saúde, de Desenvolvimento do Meio Ambiente; de Alimentação Escolar e de Assistência social; e também as Associações dos Pequenos Produtores Rurais de cada localidade. Para atribuir maior autonomia administrativa aos municípios, na Constituição de 1988 a União transferiu para os municípios uma série de encargos e responsabilidades. E para isso, instituiu a Receita Tributaria Municipal Própria que é à base de sustentação administrativa do município, são elas: IPTU, ISSQN, ITBI, ICMS, FPM, IR e o IPI. Em Lontra, assim como na maioria dos pequenos municípios, essas receitas são insuficientes para as despesas com os serviços básicos de saúde, transporte, educação e obras públicas, segundo dados TCU ( Tribunal de Contas da União).

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